Qual o percentual de seu capital deve ser investido em renda variável?




  • Para definir quanto de sua carteira de investimentos deve ficar em ações, o investidor antes de tudo deve saber qual a sua tolerância ao risco e assim escolher o percentual de seu capital que será destinado a renda variável.


    Você já deve saber que risco e retorno são inversamente proporcionais. Então, quanto mais exposto ao risco o investidor estiver, maior será a possibilidade de grandes retornos. Por outro lado, há maior a chance de perdas, principalmente em um curto prazo de tempo.


    A seguir você verá quatro maneiras de fazer um balanceamento em seus investimentos.


    1. Regra dos 80: subtrai a sua idade do número 80. Exemplo: se o investidor tiver 30 anos, o percentual máximo que ele deve alocar em renda variável é 50% (80 – 30 = 50). Esta fórmula se baseia no fato de que quanto mais jovem for o investidor, mais tempo ele terá pela frente para se recuperar das quedas que certamente irão ocorrer no mercado de ações.


    2. Regra dos 100: subtrai a sua idade do número 100. Usando o exemplo anterior, se o investidor tiver 30 anos, o percentual máximo que ele deve alocar em renda variável é 70% (100 – 30 = 70). Esta fórmula serve para quem tem um perfil mais arrojado, aceita melhor os riscos que o mercado de ações envolve. Indicado para quem tem um pouco mais de experiência e possui disciplina.


    3. Regra dos 50/50: metade do seu capital em bolsa e metade em investimentos mais conservadores. A cada período de tempo, que pode ser seis meses ou um ano, o balanceamento deve ser atualizado. Digamos que seus investimentos em ações tiveram um desempenho superior aos investimentos em renda fixa. No final dos seis meses (ou um ano), deve-se tirar um pouco da parte alocada em bolsa e colocar em renda fixa. Assim, manteremos sempre os 50/50. Se a parte em renda fixa tiver desempenho melhor que a parte em bolsa, alocaremos em bolsa o suficiente para voltarmos aos 50/50.


    4. 100% exposto em bolsa: O investidor possui um método testado e que ao longo do tempo mostrou resultados consistentes. Ele sabe dos riscos envolvidos e tem a exata noção da importância dos stops e do manejo de risco em cada operação. Possui um alto grau de conhecimento no método, no manejo de risco e cumpre exatamente o que foi planejado. Assim, ele controla todas as variáveis e sabe quanto pode perder em cada operação.


    Para usar a regra 4 é necessário muito tempo de experiência e aprender a operar tanto na alta como na baixa dos ativos. No mínimo, deve saber quando ficar de fora, caso não saiba como se beneficiar da queda dos preços.


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