Montando uma carteira de ações a longo prazo



  • As ações são uma participação na propriedade de uma empresa, e ao comprá-la, o investidor se torna um acionista minoritário. Elas podem ser ordinárias (ON) ou preferenciais (PN). As ações ordinárias dão direito a voto nas assembleias dos acionistas. As ações preferenciais dão aos titulares prioridade no recebimento dos dividendos, e, geralmente, não concedem direito a votos nas assembleias. Normalmente pagam 10% a mais de dividendos e dão prioridade no reembolso de capital, no caso da dissolução da empresa.

    A escolha de uma ação pode ser através da Análise Fundamentalista, uma metodologia baseada na análise dos fundamentos da empresa e da economia. Tenta avaliar a saúde financeira da empresa e fazer uma projeção do comportamento futuro de preços das ações. Uma das vantagens desta escola de análise é ter um bom entendimento da empresa, o que ajuda a evitar aquelas que poderiam ser mais suscetíveis a insucessos e optar por aquelas que podem gerar mais valor. Outra vantagem da Análise Fundamentalista é a melhor determinação de risco específico de cada empresa em seu setor respectivo.


    O investidor que optar por montar sua própria carteira de ações também deve observar o peso que os ativos terão em sua carteira, ou seja, quanto de cada ativo o portfólio terá. Ao diversificar podemos diminuir nossa exposição ao risco, selecionando as ações de modo que não haja uma concentração que prejudique o desempenho da carteira. Diversificar demais também não é o caminho mais indicado. A figura a seguir demonstra que os benefícios da adição de ações na carteira caem à medida que o número de ações aumenta. Note que a diferença entre 8 e 16 ações passa a não ser significativa.



    Uma outra forma de escolher as ações é através da Análise Técnica ou Gráfica, mas normalmente esta escola de análise funciona melhor em operações mais curtas, que podem até demorar vários meses, mas ainda assim não podemos considerar este tempo como "longo prazo". De todo modo, a Análise Técnica pode te proteger muito melhor das quedas dos preços das ações, pois os sinais de mudança de tendência de alta para baixa são claros. Resumindo, o conceito é estar "comprado", enquanto as ações sobem e de fora quando elas começarem a cair. Se já possui um pouco mais de experiência pode "vender a descoberto", apostando na queda dos preços das ações, mas isso fica para um próximo artigo.

    Por fim, pondere se não vale colocar a gestão na mão de profissionais por meio de fundos de ações. Optando por aplicar em ações via fundo saberá que existe uma equipe de profissionais escolhendo as melhores empresas listadas em bolsa e atentos aos pontos de comprar ou se desfazer da posição naquele ativo. Por outro lado, terá que pagar taxa de administração e, possivelmente, uma taxa de performance, em que o gestor é premiado ao apresentar um desempenho superior ao índice de referência, como o Ibovespa. A taxa é calculada com base na diferença entre a rentabilidade e a referência usada pelo fundo. Por fim, lembre-se que o cotista, ao entrar em um fundo, aceita as regras de funcionamento do fundo (aplicação, resgate, custos, taxas, método etc.).

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