Previdência privada - Por que ter uma?



  • Viver de Renda, previdência privada especialistas

    A previdência privada é uma forma de planejar uma aposentadoria tranquila, já que a previdência social não o fará manter seu padrão de vida ao parar de trabalhar. Nos planos de previdência privada, é possível escolher o valor da contribuição e a periodicidade em que ela será feita. Além disso, o valor investido em um plano de previdência privada pode ser resgatado pela pessoa se ela desistir do plano.

    Outra vantagem é que o dinheiro investido na previdência privada não entra no inventário. A reserva criada pode ser transferida para quem você designar sem burocracia. Assim você garante que sua família não vai ficar sem dinheiro, caso você venha a faltar. E ainda pode decidir se o tipo de renda será vitalícia, temporária ou vitalícia reversível ao beneficiário. E ainda existem as garantias adicionais, como pecúlio, pensão ou renda por invalidez... Mas não se assuste com as alternativas. No fim do artigo explico o melhor a ser feito.

    No momento em que é escolhido um plano, é importante estar atento à forma de cobrança de impostos. Independentemente do plano, existe a opção por duas formas de tributação. Uma delas é a tabela regressiva, cujas alíquotas diminuem com o passar do tempo. Isso favorece o resgate do dinheiro de uma só vez. A outra forma é a tabela de impostos progressiva, na qual as alíquotas aumentam conforme a quantia investida no fundo. É mais vantajosa para aquelas pessoas que querem receber a quantia investida em forma de parcelas mensais e não resgatar o dinheiro todo numa só parcela.

    Muito cuidado com a opção escolhida por conta do imposto de renda, que pode chegar a 35%. Isso mesmo, na tabela regressiva poderá pagar 35% de I.R. se resgatar antes dos primeiros dois anos. Após 10 anos a "mordida do leão" será de apenas 10%.

    Previdência Privada com especialistas

    São dois os tipos de previdência privada:

    Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) - Se optar pelo PGBL, você pode deduzir o seu investimento no importo de renda declarando no IR até o limite de 12% da renda bruta anual. Esta é uma vantagem para quem declara pelo modelo completo. A previdência privada é o único investimento que permite isso. Porém, quando o dinheiro é sacado, o imposto pago é referente ao total que havia no fundo. Por exemplo, se esse valor for de R$ 400 mil, o imposto será cobrado sobre ele.

    Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) - Sua diferença para o PGBL é que ele não pode ser abatido no Imposto de Renda. Porém, quando o dinheiro é sacado, o imposto cobrado é referente ao que o dinheiro investido rendeu. Por exemplo, se a quantia que há é de R$ 400 mil, mas o rendimento que houve ao longo do plano foi de R$ 200 mil, o imposto cobrado será referente a este último valor. Esse plano é indicado para pessoas que têm renda menor e que, por isso, declaram imposto nos formulários simplificados ou nem declaram imposto.

    Nos planos de previdência privada, é possível escolher se a renda recebida será por um determinado período ou se ela será vitalícia. Quem faz o plano também pode determinar que os filhos e a mulher continuem recebendo a renda se ele morrer.

    Comece jovem o milagre dos juros compostos

    Não há idade mínima para começar a contribuir, mas quanto antes maior será o seu rendimento. É o famoso "milagre dos juros compostos". O fator tempo faz com que a curva de crescimento do capital seja mais inclinada depois de algum tempo de contribuição, ou seja, seu dinheiro cresce de forma acelerada por conta dos juros sobre juros.

    Muito importante atentar para as taxas cobradas pelos planos. A maioria das pessoas faz um plano de previdência apenas porque o gerente do banco sugeriu mas sem saber das condições do plano.

    Para chamar sua atenção vou começar com uma continha envolvendo taxas de administração de 1% ao ano e 3% ao ano. Se investir R$ 100, por 35 anos com taxa de 1% a.a. você teria algo em torno de R$ 198 mil ao final deste período. Se a taxa fosse de 3% ao ano o valor acumulado seria de R$ 124 mil. Uma diferença de R$ 64 mil.

    Além das taxas de administração anuais cobradas em todos os fundos que servem para remunerar o gestor, os fundos de previdência também podem cobrar uma taxa de carregamento a cada aporte. Se o investidor faz aportes todos os meses, a taxa comerá um percentual de cada um de seus depósitos mensais. A outra taxa que muitos planos cobram é a de saída, uma "multa" cobrada se desejar resgatar antes do período definido na contratação.

    Mas nem todos os planos possuem estas desvantagens.

    Nos maiores bancos brasileiros, há fundos de previdência que praticam taxas de administração de cerca de 3% ao ano, e taxas de carregamento que chegam a 5% por aporte. Esse custo praticamente inviabiliza o investimento em previdência, principalmente se considerado as aplicações em renda fixa que este tipo de fundo costuma ter. A boa notícia é que já existem planos sem taxa de carregamento na entrada e com taxas de administração em torno de 1,0% ao ano, tornando o investimento competitivo com a renda fixa, de um modo geral, e com diversas vantagens.

    Para finalizar, uma boa notícia: hoje em dia existe a possibilidade da portabilidade, ou seja, é possível transferir seu plano para uma outra seguradora ou mesmo trocar de plano dentro da mesma seguradora, sem precisar pagar imposto de renda. Portanto, não há mais desculpa para ter uma previdência inadequada ao seu perfil e objetivo.

    Se você gostou desse artigo não esqueça de deixar um like, estamos sempre de olho para saber que tipo de material produzir.

    Obrigado e bons trades!

    Previdência Privada e Renda fixa



Entre para responder
 

Parece que sua conexão com Fórum Portal do Trader caiu, por favor aguarde enquanto tentamos reconectar.